
O FANTASMA QUE PERMANECE Quando se viveu por anos — ou décadas — sob o véu da bebida, há algo que permanece mesmo depois do último gole: o medo. Um medo que não nasce da culpa apenas, nem da vergonha ...

O FANTASMA QUE PERMANECE Quando se viveu por anos — ou décadas — sob o véu da bebida, há algo que permanece mesmo depois do último gole: o medo. Um medo que não nasce da culpa apenas, nem da vergonha ...

Há quem pense que parar de beber é um ato de heroísmo. “Eu admiro sua força de vontade”, dizem, como se a sobriedade fosse resultado de um músculo invisível que alguns têm e outros não. Mas quem já te...

O INÍCIO DO QUESTIONAMENTO Talvez você esteja lendo este texto com um copo de bebida ao lado. Ou talvez já tenha decidido “dar um tempo”, mas ainda escute aquela voz que diz: “não é pra tanto”. Você a...

Com lidar com amizades, família e amor sem voltar ao vício Havia um tempo — ou talvez seja melhor dizer tempos — em que o copo se tornava espelho. Não apenas o reflexo da bebida, mas o reflexo da depe...

O desejo de beber pode parecer um trovão repentino. Um rugido vindo de dentro — não da garganta, mas da alma. Surge no meio do dia, no fim da tarde, no meio do caos ou do silêncio. Vem sem avisar, e q...

Há uma voz que te chama. Nem sempre é um copo, uma mesa de bar, ou o tilintar de uma garrafa. Às vezes é o eco de uma lembrança, o vazio de um domingo, o peso do silêncio depois de uma briga. Às vezes...

— a gratidão que nasce do quase fim Há quem só entenda a vida depois de quase perdê-la. O corpo estremece, o coração desacelera, a consciência falha — e, por um instante, o abismo se abre como espelho...

Se você segurasse nos dedos um cálice translúcido — sem etanol, sem cheiro forte, sem ressaca — mas que te fizesse sorrir com suavidade, sentir o corpo leve, o espírito mais aberto… Será que ainda tom...

Há um resíduo na boca, um vazio no peito, e o espelho devolve um rosto úmido de culpa. Você sussurra: “Bebi. Eu fiz de novo.” O mundo inteiro — ou pelo menos dentro de você — parece desabar num torvel...

Você já sentiu, dentro de si, um clamor que não se cala — uma sede antiga, primitiva, que pede algo mais forte do que a vida te oferece? Quando o álcool domina o corpo, ele leva embora a lucidez, mas ...