
Começa quase sempre assim, como uma frase jogada no ar, meio rindo, meio séria: “Se não tiver bebida, eu nem vou.” Não é apenas uma preferência. É um sintoma cultural. Um acordo silencioso. Um código ...
Textos voltados à tomada de consciência. Aqui estão reflexões sobre negação, ambivalência, padrões de consumo, sofrimento psíquico e os primeiros movimentos de questionamento em relação à adicção.

Começa quase sempre assim, como uma frase jogada no ar, meio rindo, meio séria: “Se não tiver bebida, eu nem vou.” Não é apenas uma preferência. É um sintoma cultural. Um acordo silencioso. Um código ...

“Apesar das minhas fragilidades, avanço.” Lya Luft Há um momento da vida em que o corpo nos devolve a conta com juros. Para quem sempre bebeu “bem”, os 40 chegam como aquele amigo sincero que não masc...

“O álcool me exasperava a tristeza e me deixava entregue a pavores noturnos, sem causa.” (Lima Barreto, Diário do Hospício) Há um momento, silencioso e quase sempre solitário, em que o alcoolista perc...

(e a coragem de não se perder pelo caminho) Há dores que ninguém posta. Dores que não têm selfie, que não cabem em “stories” de 15 segundos, que não são debatidas em mesas de bar porque, ironicamente,...

Há um instante — sempre há — em que a pessoa percebe que já não está no comando. O copo que prometia “alívio”, o gole que parecia um intervalo, a rotina que começou como um escape inocente… tudo isso ...

Imagine algum monumento famoso — o Cristo Redentor, a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel, ou mesmo um prédio muito alto. De longe, eles parecem pequenos. Mas, conforme você se aproxima, a proporção ...

Quando a bebida ergue o véu e deixa à mostra o rio subterrâneo que corre por dentro: é aí que a dependência entra, silenciosa, sorrateira, convidando-te a fugir. E fugir de quê? Da dor, da solidão, da...

O INÍCIO DO QUESTIONAMENTO Talvez você esteja lendo este texto com um copo de bebida ao lado. Ou talvez já tenha decidido “dar um tempo”, mas ainda escute aquela voz que diz: “não é pra tanto”. Você a...

Há uma voz que te chama. Nem sempre é um copo, uma mesa de bar, ou o tilintar de uma garrafa. Às vezes é o eco de uma lembrança, o vazio de um domingo, o peso do silêncio depois de uma briga. Às vezes...

Se você segurasse nos dedos um cálice translúcido — sem etanol, sem cheiro forte, sem ressaca — mas que te fizesse sorrir com suavidade, sentir o corpo leve, o espírito mais aberto… Será que ainda tom...