
(e a coragem de não se perder pelo caminho) Há dores que ninguém posta. Dores que não têm selfie, que não cabem em “stories” de 15 segundos, que não são debatidas em mesas de bar porque, ironicamente,...

(e a coragem de não se perder pelo caminho) Há dores que ninguém posta. Dores que não têm selfie, que não cabem em “stories” de 15 segundos, que não são debatidas em mesas de bar porque, ironicamente,...

Às vezes, parar de beber é fácil. Difícil é continuar sóbrio sendo você mesmo. Difícil é acordar todos os dias olhando para a própria cara — sem o filtro do álcool, sem o escudo da noite, sem o disfar...

VAMOS DIRETO AO PONTO Quem vive há um tempo o alcoolismo sabe: não existe cura. Nem milagre. Nem promessa mágica. Nem “toma isso que passa”. Nem “é só força de vontade”. O que existe é remissão...

Há um instante — sempre há — em que a pessoa percebe que já não está no comando. O copo que prometia “alívio”, o gole que parecia um intervalo, a rotina que começou como um escape inocente… tudo isso ...

Há um certo silêncio que chega quando o copo se esvazia — não de bebida, mas de sentido. Quem já tentou parar de beber sabe: a sexta-feira tem cheiro de tentação. Uma parte da mente até entende o fim ...

Quando a bebida não sai da cabeça — e começa a tomar conta da vida A primeira taça parece apenas festa, compasso social. A segunda, alívio. A terceira, promessa de que “amanhã começo com menos”. E, em...

Imagine algum monumento famoso — o Cristo Redentor, a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel, ou mesmo um prédio muito alto. De longe, eles parecem pequenos. Mas, conforme você se aproxima, a proporção ...

A luz de um pôr-do-sol mancha de âmbar o copo que já não se chama taça, que já não se enche apenas de líquido, mas de sustos, de gestos ensaiados, de promessas quebradas. Para quem viveu – e muitas ve...

Eu precisei perder o controle para começar a entender o que é liberdade. Durante anos, o álcool foi meu idioma mais íntimo — a forma que encontrei de lidar com o que eu não sabia nomear. Bebia ...

Quando a bebida ergue o véu e deixa à mostra o rio subterrâneo que corre por dentro: é aí que a dependência entra, silenciosa, sorrateira, convidando-te a fugir. E fugir de quê? Da dor, da solidão, da...