
Muitos bebem buscando alívio. Mas o que isso realmente significa? Poucas palavras aparecem tanto nos relatos de quem bebe quanto a palavra alívio. Ela surge como explicação, justificativa e defesa: be...
Reflexões sobre a vida sóbria em movimento. Textos sobre presença, sentido, relações, prazer, simplicidade e continuidade do cuidado após a interrupção do uso da substância ou do comportamento adicto.

Muitos bebem buscando alívio. Mas o que isso realmente significa? Poucas palavras aparecem tanto nos relatos de quem bebe quanto a palavra alívio. Ela surge como explicação, justificativa e defesa: be...

A festa acaba sempre antes do que parece. Não há um instante claro em que ela termina — apenas um momento em que o excesso não se sustenta mais. A música diminui, as conversas se repetem, os risos per...

“Somos quem podemos ser. Sonhos que podemos ter.” Engenheiros do Hawaii Há uma pergunta que costuma surgir quando o álcool sai de cena — ou quando começa a sair. Ela não vem de forma organizada, nem f...

Há um instante — quase sempre discreto, quase sempre só seu — em que o corpo percebe antes da mente que algo precisa mudar. Um cansaço incomum, um fôlego curto, um descompasso entre o que você pensa q...

Quem viveu anos tentando controlar a bebida — dos “só hoje” aos “amanhã eu paro” repetidos como mantra exausto — sabe que a dependência química tem uma lógica própria, quase um sistema nervoso paralel...

Falar de minimalismo emocional depois do álcool não é um modismo terapêutico, mas abordar um processo real de sobriedade. Quando um alcoolista decide parar, existe um imaginário coletivo que concentra...

Às vezes, parar de beber é fácil. Difícil é continuar sóbrio sendo você mesmo. Difícil é acordar todos os dias olhando para a própria cara — sem o filtro do álcool, sem o escudo da noite, sem o disfar...

Há um certo silêncio que chega quando o copo se esvazia — não de bebida, mas de sentido. Quem já tentou parar de beber sabe: a sexta-feira tem cheiro de tentação. Uma parte da mente até entende o fim ...

A luz de um pôr-do-sol mancha de âmbar o copo que já não se chama taça, que já não se enche apenas de líquido, mas de sustos, de gestos ensaiados, de promessas quebradas. Para quem viveu – e muitas ve...

O FANTASMA QUE PERMANECE Quando se viveu por anos — ou décadas — sob o véu da bebida, há algo que permanece mesmo depois do último gole: o medo. Um medo que não nasce da culpa apenas, nem da vergonha ...