
Parar de beber é um marco — mas não um destino. Para muitos, é o ato inaugural de uma jornada muito mais dolorosa e reveladora: a reconstrução de si mesmo. Após o último gole, o que resta é silêncio. ...

Parar de beber é um marco — mas não um destino. Para muitos, é o ato inaugural de uma jornada muito mais dolorosa e reveladora: a reconstrução de si mesmo. Após o último gole, o que resta é silêncio. ...

“O homem está condenado a ser livre.” Jean-Paul Sartre Muitos acreditam que o medo do alcoolista seja a abstinência. O copo vazio, o corpo trêmulo, a festa sem o anestésico. Mas há um medo ainda mais ...

“A alma humana tem sede de conexão, mas também de silêncio.” Clarissa Pinkola Estés Há um espaço entre a solidão e a solitude que não cabe no dicionário. É nesse vão que floresce, muitas vezes, a depe...

A exigência de se explicar diante do outro é uma prisão sem grades. Mais ainda quando esse outro já te julga antes da escuta. Quando ele espera, na verdade, apenas a chance de confirmar a tese que já ...

Ninguém nasce dependente. Mas quase todos, em algum momento, experimentam a sensação de não caber no mundo. De não ser suficiente. De sentir demais. Ou de não sentir mais nada. É nesses intervalos da ...

“Não há lugar como o nosso lar.” Dorothy, em O Mágico de Oz Você é seu próprio lar. Essa frase parece simples, quase um clichê de Instagram. Mas experimente dizer isso olhando nos seus próprios olhos,...

Você emagrece. O mundo aplaude. O espelho sorri. A roupa entra. Mas, por dentro, algo escapa. Um ruído, um vazio, uma ansiedade sem nome. A comida — antes válvula de escape, consolo ou anestesia — ago...

“A internação compulsória não é cura. É, no melhor dos casos, um ponto de parada. Mas o que se faz depois — isso sim pode salvar vidas.” (Gabor Maté) Há perguntas que não queremos nem pronunciar em vo...

“Pare de beber e sua vida vai melhorar.” Essa é a promessa que muitos escutam ao iniciar o processo de recuperação do alcoolismo. E, de fato, há melhoras: físicas, sociais, cognitivas. O corpo desinch...

Imagine duas chamas. Uma é intensa, azulada, crepita alto e queima com força. A outra é mais suave, quase invisível, mas constante — aquece sem alarde. O vício, especialmente o alcoolismo, costuma se ...