Quando um humorista conhecido como Matheus Ceará decide abrir o jogo sobre suas lutas com bipolaridade, depressão e alcoolismo, algo importante acontece: o riso que sempre serviu para entreter se encontra com a dor que tantas pessoas silenciam.
Ele contou que chegava a beber três litros de vinho por dia, ou consumir 24 cervejas em poucas horas. Não era só a quantidade: era a negação, a dificuldade de admitir que havia um limite sendo atravessado. Essa sinceridade escancara uma realidade que vai muito além da fama — a de milhares que usam a bebida para anestesiar angústias que não sabem nomear.
Hoje, Matheus fala de mudança de hábitos, musculação, rotina estruturada. A bipolaridade segue, mas agora sob controle, mostrando que a transformação não é milagre, é processo.
A notícia vira espelho: quantas vezes você também negou que estava exagerando? Quantas vezes usou a bebida como muleta para segurar um vazio? O relato de Matheus lembra que não é preciso esperar o fundo do poço para reescrever a própria história. Mudar exige coragem, mas também pequenos passos: cuidar do corpo, reorganizar a rotina, pedir ajuda.
Refletir é isso: enxergar no outro a chance de rever em si.
@matheusceara













